O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), afirmou nesta sexta-feira (12) que recebeu mensagens de pais relatando a possibilidade de outras crianças terem sido vítimas de abuso sexual no mesmo grupo de alunos de uma escola municipal, onde veio à tona a denúncia de violência contra um menino de 9 anos. O caso é investigado pela Polícia Civil.
Segundo o prefeito, ainda não há confirmação oficial sobre a existência de novas vítimas, mas as informações foram repassadas às autoridades competentes. Ele destacou que a Prefeitura de Cuiabá está colaborando integralmente com as investigações.
“É um caso que, se for comprovado, é extremamente grave. Tenho recebido mensagens de pessoas relatando que poderia haver outras vítimas do mesmo grupo de crianças, mas ainda não há confirmação”, declarou durante coletiva de imprensa.
A denúncia inicial foi registrada pela mãe do aluno em novembro, mas o caso só se tornou público nesta quinta-feira (11). Conforme o boletim de ocorrência, a criança começou a apresentar fortes dores na região anal, o que levou à descoberta de que teria sido vítima de abusos praticados por colegas de classe.
De acordo com informações do registro policial, o suposto crime teria ocorrido no banheiro infantil da escola e envolveria quatro ou cinco crianças, com idades entre 8 e 12 anos. O prefeito evitou fornecer detalhes adicionais, ressaltando que o caso envolve menores de idade e deve tramitar sob sigilo.
Assim que relatou a violência à família, o menino foi transferido da unidade escolar.
Posicionamento da Secretaria de Educação
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, informou que toda a documentação e os materiais solicitados foram encaminhados à Polícia Civil e que o município está prestando total apoio às investigações. A pasta afirma ainda que foram adotadas as medidas protocolares, incluindo comunicação ao Conselho Tutelar e encaminhamento do aluno para a rede de acompanhamento especializada.
A versão apresentada pela gestão municipal, no entanto, diverge do relato da mãe da criança, que afirma que a denúncia não teria sido tratada com a seriedade necessária pela direção da escola.
Segundo a prefeitura, no dia 18 de novembro, um dia após o registro do boletim de ocorrência, a mãe solicitou a transferência do filho e, somente então, ao ser questionada pela direção, relatou o suposto abuso.
O prefeito reforçou que todos os dados disponíveis estão sendo repassados à Polícia Civil e reiterou a necessidade de condução cuidadosa do caso, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.
As investigações seguem em andamento.
