A Prefeitura de Cuiabá informou que repassou à Polícia Civil documentos e materiais relacionados à Escola Municipal Dr. Orlando Nigro, localizada no bairro Pedregal, onde um aluno de 9 anos teria sido vítima de abuso sexual dentro da unidade de ensino. O caso é investigado pela Delegacia Especializada e tramita sob sigilo.
A denúncia veio a público nesta quinta-feira (11), embora o boletim de ocorrência tenha sido registrado no dia 17 de novembro. Conforme relato da mãe, o menino estaria sofrendo os abusos desde o mês de agosto e passou a apresentar dores, o que levou a família a questionar a criança sobre o que estaria acontecendo.
De acordo com o registro policial, o aluno relatou que as agressões teriam ocorrido no banheiro da escola e envolvido colegas de classe, com idades aproximadas de 12 anos. A criança teria sido abordada em mais de uma ocasião, o que motivou a família a procurar a Polícia Civil.
A mãe afirmou que a denúncia não foi tratada com a devida seriedade pela direção da escola. Já a Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Educação, sustenta que adotou todas as medidas protocolares previstas, incluindo a comunicação ao Conselho Tutelar, o encaminhamento do aluno à rede de acompanhamento e o apoio às investigações policiais.
Segundo a gestão municipal, o boletim de ocorrência foi registrado em 17 de novembro e, no dia seguinte, a mãe solicitou a transferência do filho para outra unidade escolar. Questionada pela direção sobre o motivo da mudança, ela teria relatado o suposto abuso.
Em nota, a Secretaria de Educação informou ainda que, no dia 24 de novembro, a Polícia Civil requisitou oficialmente documentos e imagens do sistema de monitoramento da escola referentes ao período citado na denúncia. A pasta afirma que todo o material solicitado foi entregue e que segue colaborando com as autoridades.
“A Secretaria reafirma seu compromisso com a proteção dos estudantes e repudia qualquer forma de violência no ambiente escolar, mantendo total colaboração para o esclarecimento dos fatos”, informou a prefeitura.
O caso segue sob investigação da Polícia Civil e é acompanhado por órgãos de proteção à criança e ao adolescente.
