Cidades

TRT firma 77 acordos com ex-terceirizados em Várzea Grande

Publicado em 20/10/2026 às 00:04 ·
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TRT homologa 77 acordos com ex-empregados de terceirizada da Prefeitura de Várzea Grande

Dezenas de trabalhadores terceirizados que prestavam serviços no município de Várzea Grande tiveram seus direitos trabalhistas assegurados por meio de uma rodada de conciliações. Na última terça-feira (13), o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc), vinculado ao Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT), concluiu as audiências com a homologação de 77 acordos para o pagamento de valores devidos a ex-colaboradores da Servlimp.

Impasse financeiro e rescisões contratuais

A necessidade de intervenção judicial surgiu depois que o vínculo entre a prestadora de serviços de limpeza e manutenção e a Prefeitura de Várzea Grande foi suspenso. De acordo com o advogado do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio, Conservação e Locação de Mão de Obra do Estado de Mato Grosso (SEEAC-MT), Fausto Del Claro, repasses atrasados por parte da administração municipal desestabilizaram as finanças da empresa, culminando no encerramento das atividades e na demissão dos empregados.

Embora a adesão à proposta não tenha sido unânime, o desfecho trouxe alívio para muitos funcionários que temiam uma longa disputa judicial. Esse foi o caso de Vânia Barbosa, que trabalhou durante dois anos no local e optou por aderir à conciliação: “Melhor receber um valor menor, mesmo que parcelado, do que não ter data para receber. O dinheiro veio em boa hora e eu estou satisfeita com a postura da empresa”, destacou.

O papel da escuta e da mediação

O ambiente das audiências demandou cautela e diálogo para acolher a insegurança da categoria. O representante sindical ressaltou a importância da clareza durante as negociações coletivas. “Em uma situação como essa, precisamos compreender que o trabalhador pode chegar frustrado ou indignado. A melhor postura, nesse caso, é ouvir, explicar com calma e respeitar o tempo de cada pessoa. Para decidir sobre um acordo, o trabalhador precisa se sentir ouvido e entender o que está sendo proposto”, avaliou Del Claro.

O advogado ainda enfatizou o impacto social da medida perante a Justiça do Trabalho. “Cada acordo envolve uma pessoa, uma família e uma preocupação que precisava de resposta. A conciliação permite construir uma solução e reduzir o tempo de espera pelo desfecho do processo. Quando existe uma negociação séria, com respeito aos direitos e à vontade das partes, é possível chegar a uma solução que traga mais segurança para todos”, pontuou.

Encerramento das atividades da terceirizada

A representação jurídica da empresa também avaliou os entendimentos de forma favorável. Para a advogada da Servlimp, Natasha Machado, o suporte do órgão judiciário foi decisivo para viabilizar as indenizações devidas.

“Tivemos uma condução coerente com a delicadeza do momento enfrentado. Afinal, nunca houve intenção de prejuízo ao trabalhador. Assim, conseguir o suporte para a mediação de um possível conflito que surgiu de uma situação financeira inusitada e não quista pela empresa foi o suporte que a empresa precisava para conseguir encerrar as atividades em Várzea Grande”, ressaltou.

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