A definição da corrida presidencial no segundo turno dependerá diretamente do poder de atração sobre quem não compareceu às urnas e sobre o eleitorado moderado. A avaliação foi feita pelo ex-governador de Mato Grosso e senador eleito, Mauro Mendes (União), ao projetar as táticas determinantes para o desfecho do pleito.
Cristalização dos votos e polarização
Conforme o parlamentar eleito, o cenário de divisão acentuada no país fixou as preferências já manifestadas na etapa inicial da votação, inviabilizando qualquer reversão expressiva de posicionamentos consolidados. Para ele, buscar converter apoiadores convictos do adversário é uma estratégia inócua.
“Vai ganhar essa eleição, primeiro quem gerar mais conexão, há pouquíssima probabilidade de quem votou em Lula ou em Flávio não vai mudar o seu voto”, destacou o senador eleito.
Mobilização de ausentes e indecisos
Diante do eleitorado cristalizado, a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro exigirá um direcionamento estratégico focado nos cidadãos que anularam, votaram em opções intermediárias ou se abstiveram no primeiro turno.
Na visão do ex-governador, a liderança final nas urnas será alcançada pelo concorrente que construir pontes e maior identificação com esses grupos que ainda não escolheram nenhum dos lados. “A eleição vai poder ser decidida naqueles que não compareceram e na migração dos votos daqueles que não votaram nem em Lula nem em Bolsonaro”, concluiu Mauro Mendes.






