O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou já ter consolidado entre 16 e 17 votos na disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá, número suficiente para garantir a eleição entre os 27 parlamentares da Casa.
Em conversa com a imprensa, o parlamentar revelou que a candidatura é fruto de uma construção coletiva e não de decisão individual. Segundo ele, o mesmo grupo que articulou a eleição da chapa 100% feminina foi responsável por indicar seu nome para liderar o Legislativo.
“Na verdade, foi uma construção. Eu não decidi ser candidato, é um grupo de vereadores. E hoje, esse grupo escolheu o meu nome”, afirmou.
Como parte das articulações, Ilde confirmou a realização de um jantar recente com 13 vereadores, reunindo parlamentares da base, independentes e também da oposição à gestão do prefeito Abilio Brunini (PL). O encontro teve como objetivo alinhar apoio à candidatura.
O vereador destacou ainda que o trabalho de diálogo começou ainda no ano passado. “Sou um vereador que conversa muito, independentemente de ser base, neutro ou oposição. E chegamos esse ano caminhando para vencer essa eleição”, completou.
De acordo com o vereador Alex Rodrigues, líder do Podemos e coordenador da campanha, a formação da futura Mesa Diretora já está praticamente definida.
A chapa deve ter:
A segunda-secretaria ainda segue em aberto.
“Hoje posso te falar seguramente que temos de 16 a 17 votos firmes, mas seguimos conversando com todos os vereadores”, reforçou Alex.
Apesar do favoritismo de Ilde, outros parlamentares também se movimentam. O líder do Executivo na Casa, Dilemário Alencar (União), colocou seu nome, mas enfrenta dificuldades para ampliar apoio.
Também foram citados como possíveis candidatos:
Segundo bastidores, alguns desses nomes já estariam se aproximando do grupo liderado por Ilde.
Ilde Taques reforçou que a eleição da Mesa envolve todos os vereadores, independentemente de posicionamento político, e destacou que a composição busca garantir estabilidade administrativa.
“Construímos uma chapa da base, até mesmo para dar legitimidade e tranquilidade para o prefeito”, concluiu.