
A morte de Gleison Afonso Lima, de 25 anos, nesta sexta-feira, 24 de abril, no Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), acendeu um alerta sobre um possível surto de tuberculose dentro do sistema prisional de Cuiabá. Familiares denunciam falta de informações sobre o estado de saúde do jovem e cobram providências urgentes das autoridades.
Segundo relatos, Gleison estava preso há cerca de 1 ano e meio, após ser detido com aproximadamente 400 gramas de droga, e teria contraído a doença dentro da unidade prisional. Ele ficou internado por alguns dias no HMC, mas parentes afirmam que não receberam atualizações claras sobre seu quadro clínico.
A denúncia fica ainda mais grave porque, conforme familiares, outros detentos estariam internados no hospital com tuberculose, indicando a possibilidade de contaminação em massa dentro do presídio.
A tuberculose é uma doença infecciosa grave, transmitida pelo ar, e costuma se espalhar com rapidez em locais fechados, úmidos e superlotados — cenário frequentemente apontado em unidades prisionais brasileiras.
Familiares de Gleison pedem justiça, investigação imediata sobre as condições sanitárias do presídio e explicações sobre a suposta omissão de informações médicas durante a internação.
Até o momento, não houve posicionamento oficial da direção da unidade prisional nem do Hospital Municipal de Cuiabá sobre o caso.
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