Os motoristas que circulam pela região do Coxipó, em Cuiabá, já contam novamente com a ligação direta entre o bairro Boa Esperança e a Estrada do Moinho. A passagem sobre a estrutura erguida sobre o Córrego Fundo foi reaberta na tarde de sexta-feira (16), antecipando o fluxo viário antes mesmo da entrega total das intervenções para desafogar o tráfego local.
Liberação antecipada para veículos leves e pesados
Com as etapas de aterro e a compactação da base concluídas nos acessos, o trecho foi totalmente franqueado tanto para automóveis de passeio quanto para veículos pesados, abrangendo caminhões e carretas. A decisão da gestão pública levou em conta a importância estratégica da via para a mobilidade urbana da capital.
“A ponte já está funcionando desde sexta-feira à tarde”, afirmou o engenheiro fiscal Marcos Farias, da SMINFRA, ao atualizar a situação da obra nesta segunda-feira (19).
Apesar da liberação viária, o condutor deve redobrar os cuidados. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMINFRA) mantém cones e placas indicativas na pista, já que os operários continuam atuando nas laterais para finalizar as estruturas complementares de proteção e contenção fora da área de rolamento.
Asfalto e acabamentos dependem de trégua das chuvas
Para concluir a pavimentação de forma definitiva, a pasta municipal aguarda um intervalo de clima seco. Assim que o tempo permitir, as equipes aplicarão a imprimação — processo químico preparatório da base — seguida da camada final de asfalto.
O cronograma prevê ainda a implantação de guarda-corpos, meio-fio, sarjetas para escoamento de água e a construção de calçadas para garantir a travessia segura de pedestres. Embora a previsão inicial mirasse o encerramento dos trabalhos até o fim de outubro, o calendário final segue condicionado à estiagem.
Nova estrutura foi reforçada a 12 metros de profundidade
A reconstrução foi necessária após o comprometimento estrutural causado pela força das águas. Laudos técnicos indicaram que a base original era superficial e sofreu erosão severa no terreno subjacente. Para resolver o problema em definitivo, a fração arruinada foi demolida, enquanto a ala intacta foi preservada.
Na parte reconstruída, foram cravadas estacas metálicas a 12 metros de profundidade, amarradas a um bloco de concreto armado que dá suporte às vigas e lajes. A engenharia adotada visa impedir que futuras cheias desestabilizem novamente o solo, assegurando maior durabilidade e estabilidade para a travessia.






