Polícia

Sede da Funai é alvo de ataque com explosivos no Paraná

PF e Abin investigam atentado em São Jerônimo da Serra; episódio causou danos na estrutura, mas não houve registro de feridos

Publicado em 11/10/2026 às 02:58 ·
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Unidade da Funai é alvo de ataque em terra indígena no Paraná

Um atentado com artefatos explosivos atingiu as instalações da Unidade Técnica Local (UTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no Paraná na noite de quinta-feira (8). O edifício danificado está situado na Terra Indígena São Jerônimo, no município de São Jerônimo da Serra, e o crime foi denunciado em conjunto pelo órgão indigenista e pelo Ministério dos Povos Indígenas.

Mobilização da Polícia Federal e apuração dos fatos

Imagens divulgadas nas redes sociais exibem vidros estilhaçados e a fachada do imóvel parcialmente destruída pela força da detonação. Apesar do impacto e dos prejuízos materiais, ninguém se feriu na investida.

Após a ocorrência, a equipe local formalizou um boletim de ocorrência junto às autoridades policiais. “Além disso, foram acionadas a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para que o ataque seja rigorosamente apurado e os responsáveis por esse ato criminoso sejam identificados e punidos na forma da lei”.

Em nota oficial, as entidades federais asseguraram que o episódio violento não vai paralisar os trabalhos de assistência. “O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação, não aceitará qualquer tipo de violência e continuará firme no cumprimento de seu dever constitucional de garantir e proteger os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmam o ministério e a Funai.

Presidenta da Funai reage ao episódio de violência

A violência motivou uma manifestação pública da presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, por meio de vídeo compartilhado em suas redes sociais.

“É inadmissível a depredação de um prédio público por extremistas que são contra os direitos dos povos indígenas, contra demarcações de terras indígenas”, declarou ela.

A gestora ressaltou que, mesmo sem ferir ninguém, o ataque “deixou todo mundo muito assustado”, relatou a presidenta da fundação. “Não queremos violência, não queremos ameaça aos nossos servidores”.

Presença indígena no território atacado

A unidade atingida atua diretamente no suporte à comunidade da Terra Indígena São Jerônimo. O território abriga aproximadamente 670 moradores pertencentes a três etnias distintas: Kaingang, Guarani Ñandeva e Xetá.

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