Um atentado com artefatos explosivos atingiu as instalações da Unidade Técnica Local (UTL) da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) no Paraná na noite de quinta-feira (8). O edifício danificado está situado na Terra Indígena São Jerônimo, no município de São Jerônimo da Serra, e o crime foi denunciado em conjunto pelo órgão indigenista e pelo Ministério dos Povos Indígenas.
Mobilização da Polícia Federal e apuração dos fatos
Imagens divulgadas nas redes sociais exibem vidros estilhaçados e a fachada do imóvel parcialmente destruída pela força da detonação. Apesar do impacto e dos prejuízos materiais, ninguém se feriu na investida.
Após a ocorrência, a equipe local formalizou um boletim de ocorrência junto às autoridades policiais. “Além disso, foram acionadas a Polícia Federal e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para que o ataque seja rigorosamente apurado e os responsáveis por esse ato criminoso sejam identificados e punidos na forma da lei”.
Em nota oficial, as entidades federais asseguraram que o episódio violento não vai paralisar os trabalhos de assistência. “O Estado brasileiro não se intimidará diante de tentativas de coação, não aceitará qualquer tipo de violência e continuará firme no cumprimento de seu dever constitucional de garantir e proteger os direitos fundamentais dos povos indígenas”, afirmam o ministério e a Funai.
Presidenta da Funai reage ao episódio de violência
A violência motivou uma manifestação pública da presidenta da Funai, Lucia Alberta Baré, por meio de vídeo compartilhado em suas redes sociais.
“É inadmissível a depredação de um prédio público por extremistas que são contra os direitos dos povos indígenas, contra demarcações de terras indígenas”, declarou ela.
A gestora ressaltou que, mesmo sem ferir ninguém, o ataque “deixou todo mundo muito assustado”, relatou a presidenta da fundação. “Não queremos violência, não queremos ameaça aos nossos servidores”.
Presença indígena no território atacado
A unidade atingida atua diretamente no suporte à comunidade da Terra Indígena São Jerônimo. O território abriga aproximadamente 670 moradores pertencentes a três etnias distintas: Kaingang, Guarani Ñandeva e Xetá.





