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Saiba quem são todos os alvos de operação contra esquema de desvio de emendas na Câmara

Polícia Civil cumpriu 75 mandados contra irregularidades na destinação de emendas parlamentares [Foto - PJC]

28/01/2026 às 08h45 Atualizada em 28/01/2026 às 08h55
Por: Redação Fonte: Conteúdo/ODOC
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Saiba quem são todos os alvos de operação contra esquema de desvio de emendas na Câmara

 

O chefe de gabinete do vereador Chico 2000 (PL), Rubens Vuolo Junior, também foi um dos alvos de mandados de busca e apreensão na Operação Gorjeta, deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (27). O parlamentar foi afastado do cargo.

Conforme já noticiado, o empresário João Nery Chiroli, dono da Chiroli Uniformes também está na lista de alvos.

A operação ainda cumpriu mandados de busca e apreensão contra a assessora parlamentar do vereador Mário Nadaf (PV), Joacyr Conceição Silva; Alex Jones Silva, presidente do Instituto Brasil Central (Ibrace); e Magali Gauna Felismino Chiroli.

A operação apura um esquema de desvio de emendas parlamentares tendo como vítima o município de Cuiabá, especialmente a Câmara Municipal e a Secretaria Municipal de Esportes.

João Nery Chiroli, da Chiroli Uniformes, e o vereador Chico 2000, alvos da Operação Gorgeta

De acordo com a Polícia Civil, o grupo teria se associado para direcionar emendas parlamentares ao instituto e a empresa, sendo que parte dos recursos era posteriormente “devolvida” ao vereador Chico 2000, responsável pela destinação das emendas.

Ao todo, 75 ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá e incluem 12 mandados de busca e apreensão e 12 ordens de acesso a dados armazenados em dispositivos móveis.

Também foram determinadas medidas de suspensão do exercício da função pública contra os dois servidores da Câmara Municipal de Cuiabá e contra o vereador.

Ainda no âmbito da operação, foram fixadas três medidas cautelares diversas da prisão contra seis investigados.Entre elas estão a proibição de manter contato entre si e com testemunhas; a restrição de acesso às dependências da Câmara Municipal de Cuiabá e da Secretaria Municipal de Esportes; a proibição de deixar a comarca; além da determinação de entrega dos passaportes.

Como parte da decisão judicial, o Poder Executivo e o Poder Legislativo de Cuiabá estão proibidos de contratar ou nomear quaisquer dos investigados na operação.

Rubens Vuolo Junior, chefe de gabinete do vereador Chico 2000

Também foi determinado o bloqueio inicial de R$ 676.042,32 (seiscentos e setenta e seis mil, quarenta e dois reais e trinta e dois centavos) das contas bancárias de nove pessoas físicas e jurídicas, além do sequestro de sete veículos, uma motocicleta, uma embarcação, um reboque e quatro imóveis.

Entre as ordens judiciais está ainda a suspensão das atividades do instituto investigado, bem como a realização de auditorias pela Controladoria-Geral do Município em todos os termos de parceria firmados entre o órgão e a Prefeitura de Cuiabá.

O município também fica proibido de realizar qualquer tipo de contratação ou pagamento de valores às duas empresas investigadas.

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