seg. maio 20th, 2024

Suspeitos não conheciam professor e fizeram passeios com o carro da vítima após o crime, afirma polícia

By Redação maio12,2024

A Polícia Civil informou que os assassinos do professor Celso Odinir Gomes, de 63 anos, morreu por asfixia, após ter levado um golpe conhecido como “mata-leão”. A declaração foi dada na tarde desta sexta-feira (10), durante entrevista coletiva na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá.

“O cadáver já estava em decomposição e foi feito exame pericial no local, que a morte teria sido por enforcamento. Tudo aconteceu durante a noite de sexta-feira (3) e a madrugada de sábado (4). Após isso, eles continuaram com o veículo da vítima andando por aí, festando, foram para uma chácara tomar banho de rio. Eles deram voltas, ainda colidiram com outro veiculo e só abandonaram o carro na terça-feira (7) de manhã”.

Celso estava desaparecido desde a última sexta-feira (3), após sair de casa para visitar sua chácara, no Município de Santo Antônio de Leverger. O corpo dele foi encontrado na manhã desta sexta-feira, em uma região de mata na Rodovia Palmiro Paes de Barros, em Cuiabá, próximo a Lagoa Trevisan.

Quatro suspeitos foram presos pelo envolvimento no crime. Entre eles dois dois menores. O corpo estava totalmente carbonizado.

Conforme os delegados Rodrigo Azzem, Roberto Amorim e Maciel, que estão  frente das investigações, um dos menores contou que o homicídio ocorreu após ele pedir carona, e que também seria o autor da execução. Ele conta que houve um desentendimento com o professor dentro do carro onde aconteceu o primeiro “mata-leão”. A vítima posteriormente acordou e no segundo enforcamento, acabou morrendo.

Conforme investigações preliminares, os suspeitos e a vítima não se conheciam. “Pelas declarações houve uma situação de que um desses adolescentes teria pego uma carona com a vítima. Outro indivíduo, teria contribuído na ocultação do cadáver. Mas, o contexto indica que não houve um conhecimento prévio entre os suspeito e as vítimas. Aparentemente houve situação ocasional que culminou nessa situação. Mas ainda é muito cedo para afirmar, a polícia continua trabalhando para trazer uma certeza maior sobre todas as coisas”, disse o delegado.

Após o crime, os suspeitos usaram o veiculo de Celso para irem a festas, e após a divulgação do desaparecimento da vítima, eles optaram por abandonar o carro, que foi encontrado, nas imediações do bairro Santa Terezinha, na capital.

A polícia não descarta a possibilidade de um crime de latrocínio. O caso segue em investigação.

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